Tormenta, de Lauren Kate

27 06 2011

Inferno na terra. É assim que Luce se sente quando está longe de seu namorado, um anjo caído, Daniel. Demorou uma eternidade até que eles se encontrassem, mas agora ele lhe diz que precisam se separar novamente. Somente pelo tempo necessário para caçar os Párias — anjos caídos, como ele, mas que desejam Luce morta mais do que tudo. Daniel leva sua amada mortal até a Shoreline, uma escola na rochosa costa californiana que esconde alunos com talentos únicos: os nefilim, filhos ou descendentes de relacionamentos entre anjos e mortais. Na Shoreline, Luce aprende mais sobre as sombras, e como pode utilizá-las como janelas para suas vidas passadas. Porém, quanto mais Luce descobre todas aquelas Luces anteriores a ela, mais ela suspeita que Daniel está escondendo um segredo — um segredo mortal.

Preciso começar pela capa? Maravilhosa. É tudo o que eu posso dizer, porque a capa deste livro – assim como a de Fallen – me deixa vislumbrado. Esse é o tipo de capa que, quando você está no metrô lendo seu livro, as pessoas ficam à sua volta olhando para a capa para tentar entender, intrigadas, o que diabos você está lendo. Então vamos ao que interessa.

A menos que você ainda não tenha lido Fallen, primeiro livro da série, vai saber do que vamos tratar aqui. Sabemos que Daniel é um anjo caído, assim como Cam. Assim como quase todos na Sword & Cross, exceto aqueles que morreram lá. Os professores são uma espécie de protetores, exceto aqueles que, de certa forma, escolheram o mal. Agora, após uma épica batalha entre anjos e demônios – e aqui, caem todos os conceitos que você tem de angelicalidade e maldade, porque às vezes os anjos não são tão bons e os demônios não são tão ruins assim -, há o período de tormenta, uma trégua de 18 dias em que anjos e demônios deixam de lado suas diferenças universais para unirem-se e buscarem a mesma coisa – a proteção de um bem em comum. E, nesse caso, o bem comum é Luce, a garota das milhares de encarnações.

Er, Daniel. Talvez os leitores vão me bater após ouvirem essa minha declaração, mas eu não gosto desse cara. Não mesmo. Ele aparece, muda toda a vida de Luce, tira ela de perto de sua família, dá uns rosnados dizendo “fique aqui, não pergunte nada e não questione” e dá o fora. Sem explicações, sem dizer nada para Luce, sem contar a ela tudo o que está por trás de seu passado. E quando ela tenta desobedecer suas ordens, para tentar encontrar um pouco de razão e descobrir por si só todos os mistérios que rondam sua vida, ele reaparece, rosna mais um pouco e dá o fora de novo.

Felizmente Luce não é nenhuma idiota daquelas que faz a clássica não-me-importo-se-ele-me-maltrata-porque-nós-nascemos-pra-ficar-juntos, e começa a questionar se essa paixão que ela e Daniel vêm mantendo desde muitas vidas passadas realmente é assim tão forte e ela não poderia viver sem. Ela conhece pessoas novas na Shoreline, isso inclui meninos. Se ela tivesse ignorado os novos garotos, mais precisamente Miles, com aquela velha história de “eu amo Daniel para sempre e não me importa os outros” eu juro que teria jogado o livro pela janela. Mas não, Lauren Kate – ao contrário de outras autoras crepusculares por aí – inovou, fazendo Luce ser o tipo de personagem volúvel que nós encontramos na vida real.

Algumas das questões que me deixaram atônito quanto terminei de ler Fallen foram, em Tormenta, finalmente respondidas. A primeira delas, com relação às sombras que perseguiam Luce, que agora passam a ser conhecidas como Anunciadores. Fico confuso ainda em como anjos e demônios como Daniel e Cam, inimigos (i)mortais, podem assinar uma trégua, mas é aquela velha história, o inimigo do meu inimigo é meu amigo também!

Não vou revelar tudo aqui, mas a cena que antecedeu o clímax – que envolve Miles e seu poder de fazer cópias refletidas das pessoas que ama – foi, para mim, a melhor. Quem já leu sabe do que estou falando, quem vai ler entenderá quando chegar lá, mas o fato é que a cena me deixou bobo como um adolescente apaixonado.

O final, claro, foi mais um gancho muito bem feito por Lauren Kate para fazer com que os leitores esperem anciosamente pelos próximos livros da série, Passion (que ainda não foi lançado no Brasil, mas já está aqui em inglês prontinho para que eu leia!) e Rapture (que será lançado em 2012). Esta série realmente consegue me deixar sempre esperando por mais, e cada vez mais me surpreende. Leia, você vai praticamente engolir as páginas!

[resenha feita por Geisson Homrich]

Título original: Torment
Tradução: Alda Lima
Editora: Galera Record
Páginas: 391

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